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O sucesso são as pessoas

Criatividade, dinamismo e espírito de equipa. São estes três pilares, aliados a uma filosofia de trabalho muito própria, que formam o que é hoje a MDI e abrem excelentes perspectivas para o que a empresa poderá ser amanhã.

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Uma década de existência foi quanto bastou para que a MDI se afirmasse no mercado da publicidade, de uma forma bastante própria. O início fez-se com a aposta no multimédia, uma área que à altura constituía um terreno ainda por explorar. Rui Nogueira, director geral da MDI explica-nos como se processou esta etapa inicial da empresa. “Esta ideia surgiu porque na altura trabalhávamos e continuamos a trabalhar, com um nicho de mercado que era a área farmacêutica e como acompanhávamos de perto essa área, percebemos que havia da parte deles uma abertura para que nós pudéssemos fazer um trabalho que, aqui em Portugal, era pioneiro.

Aquando da realização de congressos médicos, nós capturávamos imagens (na altura ainda não era em vídeo porque a técnica ainda não o permitia), fotografias dos oradores, o som das intervenções e as apresentações, que na altura eram, na sua maioria, em slides. Compilávamos toda essa informação num cd-rom, em que sincronizávamos a voz do orador com a sua apresentação e fornecíamos aos laboratórios”. Mais tarde, o investimento em equipamentos de edição de imagem e montagem de vídeo permitiu-lhes introduzir o vídeo nas apresentações multimédia. Mais uma vez, a inovação a ser o ponto forte da MDI. Este know-how levou-os mais tarde à criação da parte gráfica destes eventos, uma realidade mais próxima daquilo que é hoje a MDI.

Como nos diz Rui Nogueira, “nós vamos sempre onde o mercado nos leva e foram aparecendo outro tipo de solicitações”. Isto ao nível da natureza do trabalho, mas também em relação aos clientes, embora a empresa continue a ter uma grande percentagem de clientes na área farmacêutica, como nos exemplifica Rui Nogueira. “Na área da diabetes trabalhamos com os três laboratórios existentes em Portugal e trabalhamos com a APDP (Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal) que é a mais antiga associação de diabetes do mundo, para quem fazemos uma revista”.

Em termos de trabalho, a concepção gráfica foi o caminho a seguir, mais ao nível da criação de layouts e logótipos. A internet, embora seja uma área apelativa, não assume aqui particular destaque. “Fazemos manutenção de alguns sites, mas não é propriamente a nossa área. Fazemos animações em flash, algumas aplicações que envolvem bases de dados, mas são sempre trabalhos específicos que nos pedem. Hoje dedicamo-nos fundamentalmente ao design gráfico e à produção multimédia no que diz respeito a cd’s e dvd’s, até porque mantivemos a parte de edição de vídeo e de programação. No dia-a-dia é a publicidade, é o anúncio”.

Actualmente, a MDI funciona como se fosse uma pequena agência de publicidade, fazendo aquilo que as grandes agências fazem, mas seguindo uma filosofia de funcionamento muito particular. “Como temos uma estrutura pequena, tentamos e tem sido esse o segredo do nosso êxito, rodearmo-nos de pessoas credíveis, profissionais competentes que nos permitem realizar o mesmo trabalho que outras agência maiores, mas sem entrarmos nas chamadas super-produções”. Trabalhando desta forma, a MDI consegue os mesmos objectivos com custos mais reduzidos, indo assim de encontro às aspirações dos clientes. “Estamos a falar de pequenos e médios clientes que têm algum dinheiro para investir, que querem notoriedade, querem visibilidade, mas cujo orçamento tem que ser muito bem gerido para poder satisfazer todas as necessidades do cliente”.

Um outro aspecto desta filosofia de trabalho é a postura da empresa em relação aos seus clientes. Nas grandes agências de publicidade, as funções são demasiado estáticas e o cliente raramente tem uma relação directa com quem trabalha na agência. Na MDI, essa regra de mercado é subvertida em prol de um tratamento mais personalizado e uma maior proximidade com o cliente. Rui Nogueira explica-nos as vantagens desta forma de estar. “O cliente vem cá, senta-se ao nosso lado, assiste ao trabalho. Há aqui tempo que se ganha, estabelece-se uma relação com o cliente que muitas das vezes ultrapassa o campo profissional e isso é importante e fideliza. Esta proximidade também nos ajuda a perceber quais são as expectativas e as necessidades do cliente”.

Em relação a expectativas, o futuro da MDI traduz-se de uma forma muito simples: “investir nas pessoas”. É desta forma que Rui Nogueira encara o sucesso da sua empresa. “O sucesso passa pela equipa e pelas pessoas porque a empresa são as pessoas”. É com este pensamento que a MDI faz questão de investir na formação dos oito elementos que a compõem, uma forma também de os motivar profissionalmente. Para além desta equipa fixa, a MDI conta sempre com dois ou três estagiários, através de acordos estabelecidos com os centros de emprego, escolas técnico-profissionais e também com faculdades. “Isto permite-nos ir fazendo uma selecção das pessoas que vão passando por aqui, porque o estágio dá-nos a possibilidade de conhecer a pessoa durante três meses e se tiverem qualidade, podem ficar na empresa. Por outro lado, permite-nos ter sempre sangue novo”.

E este sangue novo é de vital importância num mercado bastante competitivo, onde a criatividade e os constantes desenvolvimentos ao nível do software obrigam a um esforço constante de actualização. Um desafio que a MDI tem encarado com o optimismo que caracteriza uma equipa coesa, que veste a camisola da empresa, uma equipa que dá a Rui Nogueira a confiança necessária para afirmar que “actualmente estamos numa fase de crescimento, uma fase em que temos que nos dar a conhecer. Temos provas dadas e, neste momento, não há nenhum trabalho em publicidade que nós não tenhamos feito, que seja novidade para nós”. A partir daqui, só lhes resta crescer.

Suplemento do Jornal "O Primeiro de Janeiro", 3 de Novembro de 2007

 


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